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Entenda o Frete e sua Relevância para o Varejo em MT e MS
O que é frete?
No universo da logística e do comércio, o termo “frete” refere-se ao valor cobrado ou ao serviço prestado para o transporte de mercadorias de um ponto a outro. Esse deslocamento pode ocorrer dentro de uma mesma cidade, entre estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ou até internacionalmente. O frete é um componente essencial da cadeia de suprimentos, pois influencia diretamente o custo final dos produtos, a margem de lucro das empresas e a experiência de compra dos clientes. No Brasil, onde as dimensões continentais e a infraestrutura de transporte ainda enfrentam desafios, compreender o frete é vital para a sustentabilidade de qualquer negócio varejista.
No contexto do varejo brasileiro, especialmente nas regiões Centro-Oeste como MT e MS, o frete ganha uma relevância ainda maior. As longas distâncias entre os centros de distribuição e os consumidores, somadas à dependência do modal rodoviário, fazem com que os custos logísticos representem uma parcela significativa das despesas operacionais. Uma gestão inteligente do frete pode ser o diferencial competitivo que permite a um varejista oferecer preços atrativos mesmo em localidades remotas, como cidades do interior mato-grossense ou sul-mato-grossense. Além disso, fatores como a variação do preço dos combustíveis e a malha rodoviária precária em algumas áreas impactam diretamente a formação do preço do frete.
Existem diferentes modalidades de frete que o empresário precisa conhecer. O frete CIF (Cost, Insurance and Freight) é aquele em que o custo do transporte está incluído no preço da mercadoria, sendo responsabilidade do vendedor contratar e pagar pelo envio. Já o frete FOB (Free On Board) transfere ao comprador a responsabilidade pelo transporte e seus riscos. No varejo, a escolha entre CIF e FOB depende da estratégia comercial: muitos e-commerces brasileiros optam pelo CIF para simplificar a experiência do cliente, enquanto vendas entre empresas (B2B) frequentemente utilizam o FOB, permitindo que o comprador negocie fretes mais vantajosos com transportadoras de sua confiança.
Como funciona?
O funcionamento do frete no dia a dia do varejo envolve uma série de etapas que vão desde a coleta do produto no estoque até a entrega ao destinatário final. Primeiramente, após a realização de um pedido — seja em uma loja física, por telefone ou por e-commerce —, a empresa precisa selecionar a modalidade de transporte mais adequada. Os modais mais comuns no Brasil são o rodoviário, responsável por mais de 60% da carga transportada; o aéreo, utilizado para entregas urgentes ou de alto valor; e o ferroviário, presente em alguns corredores logísticos. Para os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o modal rodoviário é amplamente predominante, devido à escassez de ferrovias e à limitação de portos e aeroportos na região central do país.
Na prática, o cálculo do frete considera fatores como peso, volume, cubagem, distância a ser percorrida e eventuais taxas ou pedágios. As transportadoras e os Correios geralmente disponibilizam tabelas de preços que variam conforme a região de destino. Por exemplo, um lojista de Campo Grande (MS) que precisa enviar um pacote para uma fazenda no interior de Mato Grosso do Sul pode enfrentar um custo maior do que para a capital, devido ao difícil acesso em áreas rurais. Já um distribuidor de insumos agrícolas em Cuiabá (MT) que atende todo o estado precisa planejar rotas eficientes para minimizar os custos. Para isso, muitas empresas recorrem a sistemas de gestão (ERPs) que automatizam a cotação e a contratação do frete, integrando-se com transportadoras parceiras e calculando automaticamente o ICMS incidente sobre o serviço.
Um exemplo prático: uma loja virtual especializada em equipamentos de pesca, com sede em Dourados (MS), vende para clientes em todo o Brasil. Quando um cliente de Sorriso (MT) finaliza a compra, o sistema precisa calcular o frete instantaneamente, utilizando o CEP de destino para consultar as tabelas dos Correios ou de transportadoras privadas. Se o sistema não estiver bem parametrizado, pode ocorrer de o frete ser subestimado, causando prejuízo ao lojista, ou superestimado, o que leva à desistência da compra. Por isso, é fundamental que o varejista compreenda as variáveis e conte com ferramentas tecnológicas que tornem o processo mais assertivo.
Importância
- Redução de custos operacionais: Uma gestão eficaz do frete permite negociar melhores tarifas com transportadoras, consolidar cargas e escolher modais mais econômicos. No varejo de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde os percursos são longos, a economia gerada pode ser investida em outras áreas do negócio, como marketing e expansão da loja.
- Satisfação e fidelização do cliente: O consumidor moderno valoriza prazos de entrega curtos e custos acessíveis. Um frete rápido e barato — ou mesmo gratuito — é um dos principais fatores de decisão de compra no e-commerce. Ao otimizar o frete, o varejista melhora a experiência do cliente e aumenta as chances de recompra.
- Competitividade regional: Em estados de grande extensão territorial, como MT e MS, dominar a logística de entregas permite alcançar cidades do interior que muitas vezes são negligenciadas pela concorrência. Um comerciante que consegue entregar com eficiência em locais remotos tem uma vantagem significativa.
- Planejamento tributário: O frete incide sobre a base de cálculo do ICMS e de outros tributos. Uma correta classificação e a utilização de sistemas que